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Cientistas indianos criam tomate que resiste por mais tempo às ‘apalpadelas’

Posted by Marcus Cato

013tomates (imagem: http://www.alumnifgv.net/novosite/)

É uma coisa chata. Voce chega na banca de tomates do supermercado, quitanda, o que for, e se prepara para pegar os seus tomates pensando naquela salada, para aquele molho delicioso da macarronada, e aí o que vê… aquele monte de tomates já murchos, bem molinhos, sem graça, alguns até ‘chorosos’… Pois bem, isto parece que está com os dias contados. É uma interessante e boa novidade!

Não sou contra o consumo de alimentos geneticamente modificados. Acho mesmo que no ritmo em que se dá o aumento da população mundial, inevitável será a produção destes alimentos. Há ainda que se considerar: a tecnologia é que se aperfeiçoou, a ciência é que abriu novos horizontes, mas o homem desde muito, cuidou de modificar geneticamente os alimentos que produzia, antes de modo empírico.

Vejam o trigo por exemplo. O trigo cultivado na Antiguidade é muito diferente das espécies que temos hoje, e esta diferença não se deu de um dia para o outro. Poderia citar aqui muitos outros alimentos que se beneficiaram do processo da alteração genética. De maneira mais simplista, podemos dizer, que mudaram os métodos, as práticas, mas as finalidades continuam sendo as mesmas de antanho: a maximização da produção, o aumento da resistência às pragas, a procura de sabores mais palatáveis, etc…

Por outro lado, não sou insensível às objeções levantadas pelos que são contrários à produção e consumo de alimentos geneticamente modificados com base na atual tecnologia. Alegam estes, que ainda não estão suficientemente estudados e documentados os efeitos que tais alimentos possam causar nos humanos e nos animais. Que os prováveis riscos podem se manifestar em um período de tempo ainda não quantificado corretamente.

Quanto a isto, embora possa haver de fato algum risco, meus temores são pequenos. O que me preocupa mesmo e muito é a questão econômica. É sabido que empresas, tais como a Monsanto têm investido pesadamente na produção de sementes e lavouras, pego a soja por exemplo. Pois bem, os produtos da Monsanto têm por uma das principais características, produzirem apenas uma safra, ao que após a colheita, o plantador terá que comprar nova partida de sementes para o plantio da safra seguinte. Ora, isto significa que o coitado do agricultor vai estar atrelado a uma fornecedora de sementes, sujeito aos seus preços e quem sabe, até mesmo a cotas de produção, retirando do produtor a sua liberdade econômica de fazer as escolhas que mais lhe convierem de acordo com suas necessidades e conveniências. Há além disto, no caso da Monsanto, o fato de ser necessária a aplicação de um herbicida – o Roundup, para que as suas sementes cresçam em ambiente livre de pragas, acontece que o Roundup é um produto reconhecidamente nocivo http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ambiente/ultnot/2009/01/07/ult4430u732.jhtm)

Esta volta toda (e com alguma dose de maldade) foi para trazer para voce, amigo leitor, mais um avanço, que numa primeira impressão me parece bem positivo, veja:

013tomateiro-cereja (imagem: http://www.plantasdeaquario.com/Vivendoecologicamente.htm)

Tomate geneticamente modificado (GM) se mantém fresco por 45 dias

Ao suprimir duas enzimas, conhecidas como A-Man e B-Hex, que se acumulam em fases críticas durante o amadurecimento dos frutos, os pesquisadores foram capazes de estender a validade dos tomates por um mês. A descoberta pode ser um grande avanço para a agricultura pois existe uma perda média de quase a metade da colheita devido ao amolecimento excessivo que fazem seus frutos murcharem e apodrecerem antes que eles possam ser colocados nas gôndolas.

Lançando mão da engenharia genética, Dr. Asis Datta e seus colegas "silenciaram" as enzimas do tomate e conseguiram mostrar que a falta da enzima A-Man deixava os frutos duas vezes e meia mais firme do que os produtos convencionais. Já sem a enzima B-Hex ficavam duas vezes mais rígidos.

Ambos os tipos de tomates transgênicos mantinham a sua textura e firmeza até quarenta e cinco dias. Para efeito de comparação, tomates convencionais começaram a murchar e amolecer após quinze dias. Os pesquisadores disseram que as plantas geneticamente modificadas (GM) cresceram normalmente e produziram quantidades típicas das plantas e frutos não alterados geneticamente.

Manipulando as enzimas que alteram a velocidade e a duração da maturação pode ajudar a melhorar substancialmente o tempo de vida de prateleira de tomates e, potencialmente, de outras frutas.
Dr. Datta. Pesquisador do National Institute of Plant Genome Research em Nova Déli

O pesquisador constata que os altos níveis de A-Man e B-Hex em frutas, como mamão, banana e manga sugerem o seu envolvimento potencial no amolecimento de outras frutas. Em conclusão, a engenharia de plantas fornece uma estratégia de melhoria das culturas que podem ser estendidos a outras culturas de frutos importantes.

Veja aqui o artigo em inglês:

http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1247900/The-end-squashy-tomato-Genetic-breakthrough-let-fruit-month-longer.html?ITO=1490

 

Fonte:  http://blog.brasilacademico.com/index.html

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Veja também:

1 to “Cientistas indianos criam tomate que resiste por mais tempo às ‘apalpadelas’”

  1. Hayden Tabak says:

    I am very thankful to this topic because it really gives useful information “.-



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