Monsanto: O lado escuro da biotecnologia!
Monsanto: O lado escuro da Força!(imagem:http://malestarpasajero.wordpress.com)
Para começo de conversa não me coloco diametralmente contrário ao desenvolvimento de produtos geneticamente modificados, do mesmo jeito que não sou contra ao estudo de células-tronco adultas. Sou favorável às iniciativas que se propõem a trazer novas conquistas para o benefício da humanidade. Mas esta matéria que exponho a você, caro leitor(a), no entanto, apresenta uma faceta nada de edificante da ciência e tecnologia, que em nada contribui para uma vida melhor.
Não é assim tão recente, mas por seu teor e importância, deve ser revisitada, sobretudo por conta do artigo que publicamos: Cientistas indianos criam tomate que resiste por mais tempo às ‘apalpadelas’, quando ainda que incidentalmente, mencionamos a Monsanto.
Esta poderosa transnacional tem exercido sua influência econômica/política até mesmo através de métodos que qualquer mafioso costuma utilizar para ‘eliminar’ problemas, no firme e determinado propósito de continuar a comercializar seus produtos venenosos, poluidores. A sua práxis negocial é a da rapinagem e monopolista, além da total falta de respeito para com os seres vivos e o ambiente nos locais onde instala suas unidades, sem falar nas íntimas e promíscuas relações com a alta cúpula do governo americano.
Este artigo é um pouco de tudo. É uma entrevista muito instigante, e se a veracidade dos fatos eventualmente não estiver com a documentarista francesa Marie-Monique, penso que está muitíssimo mais próxima dela do que da transnacional Monsanto.
É fato que os ativistas contrários aos transgênicos quase sempre exageram, mas depois de ler este artigo, como não deixar de pensar nos pontos por eles levantados a respeito? Qualquer modo, leia a matéria, veja o vídeo e também a resposta da Monsanto às questões levantadas no documentário ‘O Mundo segundo a Monsanto’ e tire as suas próprias conclusões.
A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora de O Mundo Segundo a Monsanto, dedicou três anos de sua vida para desvendar como uma indústria de produtos químicos se tornou a maior companhia mundial de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e uma das empresas mais influentes do planeta, segundo a revista Business Week.
Marie trabalha há 25 anos com matérias investigativas e recebeu prêmios como o Albert Londres, em 1995, concedido a um documentário sobre o tráfico internacional de órgãos. Em 2004, ela foi aclamada na Europa ao produzir o também premiado Esquadrões da Morte: a escola francesa, sobre a relação do governo francês com ditaduras da América Latina, nos anos 70.
Para escrever a história da Monsanto, Marie analisou 500 mil páginas de documentos e viajou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia, México, Brasil, Vietnã e Noruega. A escritora fala sobre o seu último livro.
Procurada pela reportagem, a Monsanto afirma que “agricultores enxergam um benefício no cultivo de seus produtos”.
(imagem: http://media.voir.ca)
QUEM É
Documentarista e jornalista francesa. Seu documentário que denuncia táticas do serviço secreto francês e conexões com a repressão na América do Sul foi premiado pelo Senado da França.
O QUE FEZ
Já publicou livros denunciando uma rede internacional de tráfico de órgãos e a prática da tortura na Guerra da Argélia. O Mundo Segundo a Monsanto virou um documentário feito pela agência de cinema do Canadá. Para investigar a história, passou cinco anos levantando 500 mil páginas de documentos e viajando para Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Brasil, Vietnã, Noruega e Itália.Existem outras companhias que também desenvolvem a biotecnologia e possuem patentes sobre sementes. Por que fazer um livro exclusivamente sobre a Monsanto?
Marie-Monique Robin - Há cinco anos, quando trabalhava em três documentários sobre biodiversidade e os organismos geneticamente modificados – e ainda acreditava que eles não teriam problemas – eu acabei viajando muito. Fui para Canadá, México, Argentina, Brasil e Índia, e em todas essas regiões eu sempre encontrava denúncias contra a Monsanto. Foi quando eu decidi buscar quem é essa companhia que agora é a maior produtora de biotecnologia e de alimentos geneticamente modificados do planeta.
E como seria esse mundo segundo a Monsanto que você descobriu?
Marie - Cheio de pesticidas. Cerca de 70% dos alimentos geneticamente modificados são feitos para serem plantados com uso do agrotóxico Roundup. Ao comer um transgênico, a pessoa está praticamente ingerindo Roundup. E, ao contrário do que propagou a Monsanto, esse pesticida não é bom ao meio ambiente e muito menos biodegradável. Ele é muito tóxico. Tenho certeza de que nos próximos cinco anos ele vai ser proibido no mundo, tal como aconteceu com outro produto da companhia, o DDT.
O mundo segundo a Monsanto também é dominado por monoculturas. O que é um problema para a segurança alimentar, pois concentra a produção de alimentos na mão de poucos. Também considero arriscado deixar a alimentação mundial na mão de companhias que no passado produziam venenos e armas químicas como o agente laranja, despejado por tropas americanas no Vietnã.
Os transgênicos são festejados por reduzirem o uso de pesticidas. Eles não teriam ao menos esse lado bom?
Marie – Não, isso é mentira. Os transgênicos não reduzem o uso de agrotóxicos. Pelo contrário, eles geram ervas daninhas cada vez mais resistentes aos agrotóxicos. Os transgênicos são apenas uma forma da Monsanto controlar a produção de alimentos no mundo.
Como uma empresa pode ter todo esse poder? Isso não é teoria da conspiração?
Marie – Não, de forma alguma. Tenho todas as denúncias que faço baseada em documentos e estudos científicos. Esse monopólio sobre a comida é um processo que acontece há um tempo. Ele começou com a permissão das patentes das sementes, na década de 80. Isso deu às empresas exclusividade sobre as sementes que selecionam. Depois, vieram as chamadas plantas híbridas, que são estéreis e não produzem outras sementes. E por último, houve os royalties sobre os transgênicos.
Agora as multinacionais podem cobrar para si, uma parte do lucro da colheita dos fazendeiros. Os transgênicos também são produzidos para reagirem com produtos específicos. No caso da Monsanto, 70% tem que ser plantado com o Roundup. O que obriga o produtor a comprar sementes e agrotóxicos da mesma empresa.
Outras multinacionais produzem nesse mesmo padrão. O que comprova que a Monsanto quer controlar a comida do mundo?
Marie - Após a liberação da venda dos transgênicos, a Monsanto começou a comprar todas as produtoras de sementes do mundo. Hoje, ela é a maior produtora de sementes do planeta. O resultado é que se um fazendeiro quiser mudar sua produção de transgênicos, e voltar ao tradicional, daqui a alguns anos, provavelmente ele não vai conseguir mais, pois só vão existir sementes transgênicas, e da Monsanto. Essa já é uma realidade com a soja dos Estados Unidos, e o trigo, na Índia. Nos EUA existem processos contra a Monsanto por monopólio, algo similar ao que aconteceu com a empresa de tecnologia Microsoft.
E qual seria interesse da empresa em controlar a produção de alimentos?
Marie – Ele querem manter o agrotóxico Roundup no mercado, o produto que responde por 45% do lucro da companhia. Acho que se o Roundup for banido, como acredito que possa acontecer daqui a alguns anos, os transgênicos vão desaparecer. Sem o Roundup, não é interessante ter transgênico.
Por que culpar exclusivamente a Monsanto pelas armas químicas do Vietnã? A opção por usar armas químicas foi do governo americano, e não das companhias. E outras empresas também venderam químicos ao governo dos EUA.
Marie – A venda de agente laranja para o governo americano foi um dos negócios mais lucrativos da Monsanto. Mas hoje, nenhuma das empresas que lucraram com esse processo quer se responsabilizar.
(imagem:http://oporconauta.blogspot.com)
No Vietnã, eu vi hospitais repletos de crianças deformadas, que nascem assim até hoje, porque o ambiente continua contaminado. Além do agente laranja, também usaram bifenil policlorado (um produto banido no mundo) nas misturas jogadas no país, e que a própria Monsanto sabia serem tóxicas desde 1937. Nem os soldados americanos foram alertados para os riscos. Como confiar que uma companhia com essa história domine a produção de alimentos?
Qual é a prova que a Monsanto sabia que estava vendendo algo tóxico?
Marie - Em 2002, os moradores de Anniston, no EUA, ganharam o direito de uma indenização de US$ 700 milhões de dólares da Monsanto. A empresa foi condenada por contaminar o meio ambiente e as pessoas da cidade com a sua fábrica química. Documentos mostram que desde 1937 a Monsanto sabiam dos riscos da toxidade dos PCBs.
Os produtos da Monsanto são aprovados por agências como a FDA, que regula alimentos e medicamentos nos EUA. Como dizer que a FDA e outras agências internacionais estão sendo enganadas?
Marie – A Monsanto usa seu poder econômico para pressionar governos e também infiltra seus ex-funcionários em cargos políticos. Esse processo é conhecido como portas giratórias. Tem casos célebres como a de Linda Fisher, que era funcionária da Agência Americana de Proteção Ambiental, e depois foi trabalhar na Monsanto, em 1995, e acabou retornando para EPA, em 2001.
Se a empresa possui toda essa blindagem, então não há solução?
Marie – Acho que só os consumidores podem evitar um problema maior. Na Europa isso já começou. Ninguém quer consumir transgênicos que não foram testados. Estão todos assustados com a atual epidemia de câncer.
Mas qual a ligação do câncer com os transgênicos?
Marie – Ainda estou pesquisando o assunto. O meu próximo livro vai ser exatamente sobre isso, a relação entre a comida que consumimos depois da Revolução Verde e o aumento de doenças como o câncer e o Parkinson. O mais interessante, um processo que começou justamente entre os próprios agricultores, o mais expostos aos agrotóxicos.
Veja aqui a resposta da Monsanto:
Documentário francês tenta denegrir imagem da Monsanto
Um livro-documentário lançado recentemente na França vem alimentando uma série de acusações negativas contra a Monsanto.
O projeto chamado O Mundo Segundo a Monsanto, coordenado pela jornalista francesa Marie-Monique Robin, lança ataques contra a empresa e a biotecnologia e repete alegações que há muito tempo já foram descartadas por renomados cientistas internacionais. Tanto o livro quanto o vídeo extraem eventos de contextos específicos com o intuito de retratar a Monsanto de maneira desfavorável. A Monsanto, mais uma vez, em respeito aos seus funcionários e stakeholders, gostaria de esclarecer que:
- Este documentário foi realizado por aqueles que não apóiam a biotecnologia agrícola e têm um esquema para desacreditar a tecnologia e aqueles envolvidos com o seu desenvolvimento;
- A intenção é classificar a Monsanto como uma empresa negativa e tenta abranger muitos problemas com a finalidade de confundir o público. Freqüentemente, eles colocam os eventos fora de contexto e misturam fatos com acusações maliciosas;
- A Monsanto se orgulha de ser líder em biotecnologia agrícola. Acreditamos profundamente nos benefícios desta tecnologia e ficamos animados com o potencial da biotecnologia para o futuro;
- Antes de qualquer planta geneticamente modificada ser comercializada, ela é submetida a rigorosos testes e avaliações regulatórias, que se estendem por muitos anos, além de testes sistemáticos para estabelecer a segurança de alimentos, rações e do meio ambiente;
- A segurança desses produtos é avaliada por agências regulatórias em todo o mundo, de acordo com diretrizes sobre avaliações de segurança acordadas internacionalmente.
- Em 2007, a Monsanto investiu mais de R$ 3 milhões em projetos sociais nas áreas de educação, cultura, saúde e meio ambiente, no Brasil, com 240 mil pessoas beneficiadas. Parte deles é financiada pela Fundação Monsanto, que apóia esse tipo de iniciativa nos países onde a empresa atua e, neste ano, completa 45 anos de atividades; parte com recursos das próprias unidades brasileiras; e alguns também incentivados pela Lei Rouanet.
Temas abordados no livro-vídeo e a resposta da Monsanto para cada um deles
PCBs (bifenila policlorada)
Um produto químico amplamente utilizado por décadas como fluido de segurança para isolar e resfriar equipamentos elétricos pesados – eram feitas em Anniston, nos Estados Unidos, de 1929 a 1971, na unidade de propriedade da antiga divisão química da Monsanto, hoje conhecida como Solutia.
Devido a sua eficiente resistência ao fogo, as PCBs salvaram vidas e propriedades e eram exigidas para uso em construções de acordo com as normas de construção do governo por mais de quatro décadas. Mas as mesmas características que tornaram as PCBs tão atrativas para a indústria elétrica – o fato é que não reagiam prontamente com outras substâncias – também resultaram em sua persistência no meio ambiente. A antiga Monsanto voluntariamente parou de produzir PCBs em Anniston oito anos antes da EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente) nos EUA banirem-nas, em 1979.
Em 1997, a unidade de Anniston foi negociada para a Solutia Inc., uma empresa do setor químico. Em dezembro de 2003, a Solutia pediu falência, falhando no cumprimento de metas dos programas de recuperação ambiental em Anniston previstas no acordo. Ainda assim a Monsanto tomou medidas para que o programa pudesse ser mantido. Progressos substanciais foram obtidos.
A evidência científica não apóia nenhuma ligação causal entre a exposição entre as PCBs e o câncer ou outras doenças humanas sérias. O peso esmagador da evidência científica confiável não estabelece que a exposição às PCBs, exceto em níveis muito altos, não causa nenhum efeito adverso às condições da saúde humana. Em níveis muito altos, a exposição às PCBs podem causar sérios problemas de pele, chamado cloracne, e a elevação temporária dos níveis de algumas enzimas sorológicas, que retornam ao normal após a exposição acabar.
Agente Laranja
A antiga Monsanto Company era um dos sete fabricantes que a lei exigia que produzisse o Agent Orange, sob solicitação específica do Governo norte-americano, para uso militar. O governo decidiu que os benefícios para as tropas (privando o inimigo de cobertura vegetal) superavam em muito quaisquer riscos do spray de Agente Laranja.
BST
A Monsanto vendeu, em 2008, o negócio de produção e venda do suplemento de hormônio bovino Posilac para a Elanco, divisão da Eli Lilly Co. A companhia decidiu manter seu foco estratégico exclusivamente no desenvolvimento de sementes e soluções para a agricultura.
O Posilac é um suplemento do hormônio bovino de ocorrência natural (BST), usado por muitos produtores e, quando administrado em vacas, permite que elas produzam mais leite. Esse leite é idêntico ao produzido por vacas não tratadas, fato atestado por laboratórios independentes de vários países. Segundo a Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Associação Médica Americana, a Associação Dietética Americana e órgãos regulatórios de 30 países, o leite de vacas tratadas com Posilac é tão seguro quanto o de vacas não tratadas.
Estudos da Cornell University indicaram que rebanhos tratados com BST permanecem tão saudáveis quanto os não-tratados com o hormônio. Todo o seu leite permanece seguro, saudável e nutritivo. Todo o leite e derivados de leite desses rebanhos passam por rígido testes de segurança alimentar e inspeções do FDA e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Monsanto não comercializava o produto no Brasil, ele era licenciado no País para comercialização pela Elanco.
Suicídio de Agricultores
O suicídio agricultores na Índia é um fenômeno trágico que ocorre em virtude de diversas razões sociais e econômicas complexas. As causas dos suicídios não podem ser atribuídas a um único fator, embora o estresse financeiro tenha sido amplamente considerado como o principal fator.
O suicídio não é um problema ligado à biotecnologia e essas circunstâncias infelizes ocorrem desde muito antes da introdução da biotecnologia na Índia, em 2002. Estudos científicos independentes realizados por renomadas entidades citam o endividamento como uma das principais razões para o suicídio. Como uma empresa agrícola que trabalha diretamente como os agricultores, a Monsanto tem o compromisso de melhorar suas vidas e meios de vidas oferecendo produtos e tecnologias e constante inovação.
Um estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Políticas Alimentares (IFPRI, sigla para Food Policy Research Institute, em inglês) mostrou que casos de suicídios entre agricultores indianos têm caído desde a introdução do algodão transgênico da Monsanto, em 2002.
Este estudo, divulgado em 6 de novembro de 2008 pelo jornal inglês The Guardian (http://www.guardian.co.uk/environment/2008/nov/05/gmcrops-india), revelou ainda que a adoção do algodão Bt resistente às pragas foi responsável por um significativo aumento de produtividade e um descréscimo de 40% no uso de inseticidas. O IFPRI é uma entidade financiada por governos, fundações privadas, e organizações internacionais e regionais.
Outro estudo com cotonicultores, de 2006, desenvolvido pelo IMRB International (http://www.thehindubusinessline.com/bline/2005/04/07/stories/2005040701600700.htm) mostrou um crescimento de 118% nos rendimentos das plantações de Bollgard, em relação às lavouras convencionais. A mesma pesquisa mostrou crescimento de 64% nos rendimentos e 25% de redução nos custos de pesticidas.
Problemas de patente dos agricultores
A cobrança de taxas sobre as Traits (características biotecnológicas) permite que empresas de biotecnologia agrícola continuem investindo em pesquisa e desenvolvimento. Atualmente, a Monsanto gasta US$ 2,6 milhões ao dia, ou US$ 980 milhões por ano, com pesquisas.
A grande maioria dos agricultores compreende o valor que as culturas biotecnológicas trazem para eles e apóiam os esforços para trazer ao mercado produtos novos e inovadores. A maioria dos agricultores deseja um campo de trabalho igual para todos e deixaram claro para a Monsanto que os outros não devem podem escapar impunes fazendo uso de pirataria.
A Monsanto mantém a integridade do processo de licenciamento de maneira justa para dezenas de milhares de agricultores de soja nos Estados Unidos que são usuários licenciados de nossa tecnologia Roundup Ready e que CUMPREM os acordos de licenciamento com a tecnologia com agricultores. Nunca foi nem nunca será política da Monsanto exercer seus direitos de patente onde as características biotecnológicas estiverem presentes nos campos dos agricultores em quantidades rastreáveis em virtude de meios involuntários.
Conexões corporativas com governos
Algumas pessoas dizem que há uma “porta giratória” entre a Monsanto e o governo federal dos Estados Unidos, que propicia políticas governamentais e regulatórias que favorecem nossa tecnologia.
Na realidade, a demanda para pessoas competentes com vasta experiência no segmento é sempre grande. Estamos certos que a maior parte dos funcionários do governo comporta-se com a mais alta integridade, independente da empresa ou segmento ao qual estiveram afiliados no passado. Os exemplos de “porta giratória” freqüentemente citados – incluindo as alegações de laços da Monsanto com a administração Bush nos Estados Unidos – são capciosos. Por exemplo, Donald Rumsfeld trabalhou como CEO, Presidente, e depois como Presidente do Conselho da G.D. Searle & Co., uma empresa mundial da indústria farmacêutica, de 1977 a 1985. A antiga Monsanto Company não adquiriu a Searle Company até 1985. Separadamente, Ann Veneman trabalhou no conselho da Calgene. O exercício no cargo de Veneman no Conselho da Calgene foi anterior à aquisição da empresa pela antiga Monsanto.
Roundup®
Os herbicidas agrícolas Roundup® são o carro chefe da área de negócios de defensivos agrícolas da Monsanto. As propriedades dos herbicidas agrícolas Roundup e de outros produtos que têm como base o glifosato podem ser usadas como parte de um programa de controle de ervas daninhas ambientalmente responsável e se encaixam na visão de agricultura sustentável e proteção ao meio ambiente.
O Roundup® tem mais de trinta anos de história de uso seguro. Alguns ativistas já fizeram testes científicos falsos para desafiar este grande recorde de segurança – nenhuma dessas acusações teve qualquer mérito quando expostas aos altos níveis exigidos de detalhamento científico.
Agências regulatórias do mundo inteiro já concluíram que os herbicidas a base de glifosato não apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente, quando aplicados corretamente, conforme as instruções técnicas descritas no rótulo.
Fonte: Juliana Arini para a Revista Época
Veja o documentário (legendado em português):




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