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Aquecimento global: Desmistificando uma mentira conveniente

Posted by Marcus Cato

081climategate (imagem:http://www.libertydiscs.com)

Talvez a ilustração acima possa conter um certo exagero, talvez. Mas por outro lado começa a ficar notória a atuação de pouco rigor científico do pessoal que faz parte Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). E este pessoal, na condição de cientistas, é que não poderia extrapolar nas suas convicções (que, vamos lá…podem até conter alguma verdade), querendo que se tornassem hegemônicas no seio da comunidade científica e verdadeiro artigo de fé para nós pobres ignorantes deste planeta.

Mais uma vez a internet foi o instrumento valioso, decisivo para que ao menos, os ‘cientistas do apocalipse’ fossem apeados do seu pedestal. A exposição pública de emails trocados entre eles revelou um manifesto propósito de maquiar os dados para corroborar a sua teoria.

Agora, um grupo independente (InterAcademy Council) procedeu a uma auditagem das práticas realizadas no IPCC, o resultado é a notícia mais a seguir.

Não é que eu rejeite de todo as conclusões e mesmo os vaticínios do Painel, até os mais terríveis, por sinal, dou-lhes o que negam a quem discorda de suas certezas – o benefício da dúvida. Mas o que me incomoda e muito é esta tendência ao pensamento único. Ai de quem discordar!

É a idêntica prática do ativismo de esquerda e noto mesmo, muitos pontos de contato entre os dois ativismos, ou ainda o fundamentalismo de algumas religiões, que no geral são muito criticadas, por esse mesmo pessoal (do ativismo ambiental e de esquerda). Enfim, questões como as mudanças climáticas, o aquecimento global, preservação ambiental, sustentabilidade, mais do que assuntos a entrarem na pauta para uma investigação séria, qualitativa e isenta, voltada para a busca de soluções (se é que existe mesmo um problema!), foram apropriadas por este ativismo de tal modo, que quer nos fazer crer, que somente deles poderá sair a resposta. E que resposta!

Acredite amigo, que entre esta gente há até mesmo os chegam ao ponto de defender a tese de que o melhor para o planeta, seria que não houvesse o ser humano. Ora bolas, com todo respeito, estou me lixando para o planeta, se não for para que ele seja um bom lugar para a nossa existência humana! Mesmo que com tantos imbecis.

Claro que esta é uma visão extremada, e certamente equivocada, mas muito reveladora do que certos segmentos deste ativismo pensam e pregam. Mas o fato, como é muito bem lembrado no excelente e esclarecedor documentário que está ao fim deste post (que vale muito a pena ser visto) está a ser criada uma nova religião, e todos que não compartilhamos das suas certezas somos hereges. Já deu para perceber que você está lendo um texto que poderá me levar para a fogueira, ah! para fogueira não, pois isto iria contribuir para mais emissão de CO²!

A verdade, e está muito bem sublinhado no documentário, este pessoal na essência é contra o crescimento econômico, contra o desenvolvimento, mas só que a massa crítica dos seus apoiantes está justamente nos países que já atingiram o estágio de desenvolvidos. O que nos leva a seguinte ilação: ‘pimenta nos olhos dos outros é refresco!’. O que eles querem é vedar o crescimento, o desenvolvimento a países que ainda engatinham nesse processo. Bonito, hein! O discurso subjacente à preservação ambiental a todo o custo, redução da emissão de gás a todo o custo é negar a oportunidade a bilhões de outros humanos gozarem das comodidades e porque não dos malefícios de uma sociedade desenvolvida, manter toda essa gente na sua condição miserável.

Mas veja bem, meu persistente leitor, minha sagaz leitora, esta é apenas a minha posição, bem como a de alguns que estão no documentário, cabe a você, buscar os vários ângulos de abordagem e somente após, tomar sua posição conscientemente. Esta é de fato uma questão que vai afetar o nosso futuro.

Cientistas pedem reforma no painel climático da ONU

Reuters/Brasil Online por Louis Charbonneau
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – O painel climático da Organização das Nações Unidas (ONU) deveria fazer predições apenas quando dispusesse de sólidas evidências e deveria evitar a defesa de políticas, afirmaram cientistas.

  • A avaliação do InterAcademy Council, que reúne sociedades acadêmicas de vários países, entre eles do Brasil, destacou a falta de liderança no IPCC, de controle sobre as informações usadas e de transparência, os métodos científicos inadequados, os conflitos de interesses e a administração, tida como caótica em um relatório divulgado na segunda-feira. O documento também pede uma ampla reforma no Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). (Fonte: O Estado de São Paulo) 

O IPCC foi alvo de uma série de críticas após admitir, em janeiro, que seu relatório sobre aquecimento global de 2007 exagerou sobre a velocidade do derretimento das geleiras do Himalaia. O painel reconhecera antes que havia exagerado sobre o quanto a Holanda está abaixo do nível do mar.

"Probabilidades qualitativas devem ser usadas para descrever a probabilidade de resultados bem definidos apenas quando há evidência suficiente", afirmou o grupo revisor apoiado pelas academias de ciências dos Estados Unidos, da Holanda, da Grã-Bretanha e de outros países.

Cientistas do IPCC: Desvio para ativismo político

O relatório diz que o estatuto do IPCC afirma que ele deve ter "relevância política" sem defender políticas específicas. Alguns líderes do IPCC, entretanto, foram criticados por declarações que pareciam apoiar determinadas abordagens políticas.

"Desviar-se para o ativismo pode apenas ferir a credibilidade do IPCC", afirmou o relatório. A revisão defendeu ainda que o limite de dois mandatos de seis anos para a presidência do IPCC é muito extenso e deveria ser encurtado para apenas um mandato, como ocorre com os cargos de outras autoridades do painel climático da ONU. Atualmente, Rajendra Pachauri, da Índia, é o presidente do IPCC.

O relatório não pediu a substituição de Pachauri, presidente desde 2002. Questionado se consideraria renunciar caso fosse solicitado, Pachauri disse a jornalistas que aceitaria qualquer decisão tomada pelo IPCC. O documento também pediu por uma reestruturação da administração do painel, incluindo a criação de um comitê executivo que incluiria pessoas de fora do IPCC.

Com relação aos erros dos relatórios do IPCC, o grupo revisor defendeu a adoção de procedimentos de controle mais fortes sobre as revisões científicas do painel a fim de minimizar erros futuros. Harold Shapiro, professor da Universidade de Princeton e presidente do comitê que revisou o trabalho do IPCC, disse a jornalistas que um relatório de um grupo de trabalho do IPCC "contém muitos enunciados que denotam alta confiança, mas para os quais há pouca evidência".

Shapiro afirmou que a resposta do IPCC aos erros, quando eles foram revelados, foi "lenta e inadequada". Os erros, disse ele, "não arranharam a credibilidade do processo". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconheceu que houve um pequeno número de erros no relatório de 2007, mas insistiu que as conclusões fundamentais estavam corretas. 
(Reportagem adicional de Alister Doyle em Oslo e de Patrick Worsnip nas Nações Unidas)

Fonte: O Globo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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