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Oriente Médio: O melhor caminho para os palestinos saírem do labirinto

Posted by Marcus Cato

039LA - Labirinti-Labirinto-cm80x60-acryl sur toile-Villeneuve 2002 (imagem: http://www.confabulando.blogger.com.br)

Um dos artigos postados em Nosso Tempo que tem maior visibilidade é sem dúvida A questão palestina e Israel, onde está apresentada de forma sucinta mas precisa o contencioso entre israelenses e palestinos. Agora trago para você, caro leitor, estimada leitora, um artigo que nem é tão recente, mas muito interessante, e que oferece o que considero uma proposta lúcida! Talvez porque gestada por um homem cuja atividade principal seja o comércio exterior, o que certamente lhe dá a capacidade de ver uma questão por múltiplos e diversos ângulos e do qual não se poderá dizer que seja pró-israelense.

Pode até não ser a melhor proposta, é certo que ela exige um espírito de desprendimento difícil de alcançar, notadamente nos tempos atuais, quando a maioria das pessoas, quase não tem propensão a abrir mão de qualquer coisa, seja o que for, exige paciência e principalmente boa vontade, mas é um ponto de partida.

Penso que o artigo do professor Samir deveria ser lido por israelenses, palestinos, mas principalmente por todos quanto ainda se deixam iludir por discursos de radicais como o pessoal do Hamas, para que compreendam que a saída não está nas armas, mas na educação, participação, integração.

Muitos poderão objetar: mas Israel quer isto? Não sou representante do Estado de Israel, mas no convívio com amigos de ambos os lados, posso perceber que eles, mesmo vivendo aqui no Rio de Janeiro, Brasil, sofrem enormemente com tudo o que acontece no Oriente Médio, e que a convivência pacífica e construtiva que eles mantêm aqui, gostariam que servisse de estímulo e exemplo para os seus irmãos.

No artigo, o professor Samir aponta com muita propriedade que o primeiro passo para o povo palestino sair da triste condição em que se encontra, é a Educação. Acompanhem…

Os palestinos deveriam cessar os atos bélicos e aceitar a supremacia dos judeus, vivendo como habitantes em Israel.

Ninguém mais tem ideia do tempo que se briga pela Terra Santa. Reivindicada por palestinos, em sua maioria muçulmanos, judeus e cristãos ao longo do tempo. Sua história já pode ser considerada uma epopeia eterna que, com certeza, pode ainda durar muito tempo. Se continuar desta forma, pode-se prever que nunca haverá ganhadores.

Mesmo que um dos contendores, palestinos ou judeus, seja vencido em batalha e colocado de joelhos, pode-se esperar pela reação após algum tempo. Parece que por lá todos são Fênix e ressuscitam a cada parcela de tempo.

Neste momento a parte mais fraca é a dos palestinos, e a forte a dos judeus, esses sempre protegidos e ajudados pelo império americano.

Somente os palestinos não percebem essa divisão de forças e quem, no momento, é mais forte política e militarmente. Percebido isso, poder-se-ia mudar a tática e seu modus operandi.

Qual seria, no momento, a grande solução para os palestinos? Sem dúvida, a da educação. Tivessem iniciado uma ação inteligente em 1948 e, hoje, as coisas seriam diferentes. Mas, uma vez que isso não foi realizado, e os recursos foram desperdiçados em ações inúteis, pode-se começar agora uma nova ação.

Aliada à batalha da educação, os palestinos deveriam desistir, temporariamente, de ter seu próprio país. Com certeza, qualquer pedaço de terra que se lhes dê, nela não estará inclusa Jerusalém, pivô da grande batalha e do desejo declarado. Aliás, de ambas as partes. Se Jerusalém fosse declarada território internacional, administrado pela ONU, e não pertencesse a judeus ou palestinos, o problema seria menor, sem dúvida.

Porém, como isto não é provável e ninguém em sã consciência se meteria em tal empreitada inglória, podemos esperar pela continuação das ações bélicas, pouco inteligentes e sem qualquer chance para os palestinos.

Qual é então a chance dos palestinos, se desistirem de um país? Todas, e maiores que as de hoje, se agirem com inteligência.

O segundo ato inteligente – o primeiro é começar a cuidar da educação, conforme já mencionado – é os palestinos, pura e simplesmente, cessarem qualquer ato bélico e aceitarem a supremacia dos judeus (escoltados pelos norte-americanos) sobre Jerusalém e a Palestina. Devem conviver lá como simples habitantes.

O terceiro ato inteligente é a criação de um partido político, de modo a disputar eleições em Israel. Com um partido político pode-se ir crescendo e ganhando força e, com o tempo, provocar uma alternância no poder, ora os judeus, ora os palestinos.

Com o tempo, e com algumas vezes no poder, pode-se ir mudando o necessário para criar as condições dignas de boa convivência e que permita aos palestinos se desenvolverem. Sem conflitos, as energias, e em especial os recursos, serão canalizados para ações úteis.

Paulatinamente notar-se-á que a melhor forma de se ter a Palestina para os palestinos é a convivência. E não importa que nome tenha a terra, Palestina ou Israel, conquanto se viva nela e nela se criem seus filhos, estudem e plantem, etc. Um nome é apenas um nome, e não necessariamente precisa significar alguma coisa.

E qual o efeito colateral desse desenvolvimento dos palestinos? Sem dúvida, ao longo do tempo, a predominância, já que os palestinos, mais pobres, aumentarão sua população bem mais rapidamente dos que os judeus, o que é natural entre países pobres. A natalidade entre os países mais desenvolvidos é sempre menor, e a história está aí para provar isso.

Assim, no futuro, a terra poderá ser, em realidade, dos palestinos, podendo ficar os judeus como uma população residual, bem menor, e com menos poder eleitoral.

Com o domínio político quem impedirá os palestinos de fazerem o que querem em sua nova terra, e mesmo executar uma mudança de nome?

Assim, palestinos, corramos atrás dos verdadeiros interesses, pois explodir tudo e morrer não serve à causa, mas apenas a Israel e aos judeus, que veem os recursos e as vidas inimigas gastas inutilmente, o que para eles é perfeito.

Portanto, atrás da verdadeira batalha, a manutenção do povo vivo. E voltando a nascer palestinos, já que hoje eles são apenas descendentes, pois a Palestina não existe. Não se pode nascer naquilo que não existe, assim, são apenas israelenses, jordanianos, etc.

039samir_keedi Por: Samir Keedi, economista, mestre em administração, professor da Aduaneiras e de varias universidades e autor de diversos livros em comércio exterior.

Fonte: Portal Fator Brasil

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2 to “Oriente Médio: O melhor caminho para os palestinos saírem do labirinto”

  1. vera says:

    presado amigo,entrei para procurar uma forma de se chegar na palestina sem ser importunada e encontrei seu blog.Não sou jornalista e nem sou rica,e nem professora de história,e muito menos socialista,mas a questão da palestina me facina,e estou me preparando para viajar até lá.Conhecedor que vc é das circunstancias daquele país ,o que voce me aconselha,mas por favor não me faça desistir,pois mesmo que me diga ser impossivel eu irei tentar de todas as formas,Me diga como entrar em Gaza,de uma forma simples sem causar dramas de ambas as partes,ISARAEL E PALESTINA.Espero sinceramente uma orientação,agradeço muito

    • Marcus Cato says:

      Cara amiga,

      Não pretendo de forma alguma desestimulá-la, mas é uma empreitada difícil. Atualmente a maneira um pouco mais facilitada de se entrar no território palestino de Gaza é pela fronteira com o Egito, mas como você sabe, a situação política por lá também não é das melhores.



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